A diversidade está presente em nossa sociedade. No mercado de trabalho não é diferente. Cada vez mais, profissionais LGBTQ estão conquistando seu espaço em empresas de médio e grande porte. Entretanto, a sua empresa é acolhedora com o colaborador LGBTQ?  Conhecido como LGBTFobia, o ódio, discriminação e violência contra Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Transgêneros, Queer e Intersexuais é uma triste realidade no Brasil.

A cada 19 horas um LGBT é assassinado ou se suicida no Brasil. Um dado alarmante que mostra que a diversidade de gênero ainda é um tabu em nosso país. Por conta disso, em 17 de maio é celebrado o Dia Internacional de Luta contra a LGBTFobia. Já em 19 de maio é o Dia do Orgulho de Gênero. As duas datas são relevantes para levantar o debate sobre a tolerância, sobretudo no ambiente corporativo.

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Com população estimada de 20 milhões no Brasil, a comunidade LGBTQI possui um considerável potencial financeiro e de consumo. Desse modo, nada melhor que profissionais LGBT engrossarem as fileiras no mercado de trabalho. O público- consumidor, ciente disso, acompanha este tipo de discussão.

Um exemplo é a Resolução nº 02 do Ministério da Saúde, de 06 de dezembro de 2011, que estabelece estratégias e ações que orientam o Plano Operativo da Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, pelo SUS (Sistema Único de Saúde) (SUS).


Como enfrentar a LGBTFobia no ambiente corporativo?

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Como enfrentar a LGBTFobia no ambiente corporativo

No Brasil, os números referentes a aceitação da diversidade no ambiente corporativo têm avançado, mas ainda são ainda são tímidos. O país é um dos que mais mata LGBTSIs no mundo. O ódio e a intolerância são os principais motivos dos crimes cometidos, que vão de ofensas pessoais e nas redes sociais, passando a casos de agressão física e assassinatos.

Entretanto, tal realidade tende a mudar após a aprovação da lei que considera crime a LGBTfobia. A norma foi aprovada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Com isso, crimes de ódio praticados contra a comunidade LGBT serão punidos com as mesmas leis que regem o crime de racismo. A pena vai de um a cinco anos de prisão, sem direito à fiança por parte do agressor.

A normativa recebeu críticas de setores conservadores da sociedade. Porém, nem mesmo quem é contra as políticas de inclusão não tem justificativa concreta para tal postura. No mercado de trabalho, o preconceito ocorre de maneira mais velada, mas não menos prejudicial para quem é vítima de LGBTFobia. Quem é contra ações de promoção da diversidade nas empresas, vai contra a própria empresa, ´deixando-se levar pelo preconceito ao invés de critérios técnicos e de capacitação profissional.


Dicas para melhorar o ambiente para os colaboradores LGBTQ

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Dicas para melhorar o ambiente para os colaboradores LGBTQ

O ambiente no local de trabalho deve ser o mais agradável possível para que o colaborador realize suas tarefas da melhor maneira possível. Com o funcionário LGBTQ não é diferente. Atuando como palestrantes motivacionais de impacto com foco em diversidade, Maria Eduarda Aguiar, Arthur Bugre, Jordhan Lessa e Wallace Safra apresentam algumas dicas e levantam questões importantes sobre respeito com a diversidade no ambiente corporativo.

Maria Eduarda Palestrante Especialista em Diversidade

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PALESTRANTE – MARIA EDUARDA AGUIAR

Presidente do Grupo pela Vida, Maria Eduarda é a primeira advogada transexual do Rio de Janeiro a portar seu nome social em sua carteirinha da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Militante na luta por direitos da população LGBTQI, ela é uma das pessoas mais populares da internet no segmento da diversidade. Além disso, a advogada trabalha questões de gênero, como o uso do nome social pela população LGBT.

Maria Eduarda foi vencedora do prêmio “Orgulho 2019”, reconhecida como a personalidade LGBTI+ mais influentes do Brasil no ano passado. Em suas palestras, ela aborda o empoderamento de homens e mulheres trans e sua inserção no mercado de trabalho. Da mesma forma, ela trabalha pelo respeito e inclusão da população LGBT, principalmente no combate à violência contra esta parcela da população brasileira.

Segundo ela, qual um colaborador trans é contratado por uma empresa, ele deve usar o nome social, isso serve para crachá, e-mail e outros tipos de documentos. “Se a empresa estabelece uso de uniforme, ele deve ser do gênero com o qual a pessoa se identifica. Isso evita que a empresa cometa discriminação. Maria Eduarda ressalta também a questão dos banheiros, que sempre é delicada. “É preciso um trabalho de conscientização para que o colaborador utilize o banheiro de acordo com o gênero que ele se identifica. São atitudes que fazem muita diferença”, destaca.   

Arthur BugrePalestrante Especialista em Diversidade

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PALESTRANTE – ARTHUR BUGRE

Homem trans, Arthur é jornalista, historiador, coach e empreendedor digital. Ele realiza consultoria sobre diversidade para empresas, universidades e lojas. Além disso, presta atendimento à população negra a transexual, trabalhando sua autoestima e abordando temas relacionados a mercado de trabalho.

Em sua trajetória como palestrante, participa de atividades que envolvam a comunidade negra e homens trans, especialmente trans negros. Em suas palestras motivacionais sobre diversidade, Arthur trabalha temas como ilha de acolhimento, resgate da autoestima, liderança interpessoal e o respeito à figura humana.

“Quantas pessoas LGBTQ integram a grade de colaboradores na sua empresa? Muitas vezes até existam profissionais LGBTQ, mas que não assumem por medo de serem ridicularizadas ou mesmo demitidas”, avalia o palestrante. Para ele, é importante que empresários reflitam sobre quais as demandas das pessoas trans na empresa. “Deve-se refletir sobre isso e tomar medidas eficazes de maneira respeitosa e que torne o ambiente profissional, agradável a todos”.

Jordhan LessaPalestrante Especialista em Diversidade

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PALESTRANTE – JORDHAN LESSA

Primeiro Guarda Municipal trans do Rio de Janeiro, a história de Jordhan Lessa é um exemplo de superação e luta em defesa de seus direitos como homem trans. Ele já passou por internação em clínica psiquiátrica, já foi menino de rua e sofreu um estupro coletivo. Nada disso tirou sua determinação de seguir em busca dos seus direitos.

Após passar em 1º lugar no concurso na Prefeitura do Rio de Janeiro, Jordhan seguiu sua militância e se tornou escritor e palestrante. Ele é autor dos livros “Eu Trans – a alça da bolsa”, “Quem somos” e “As histórias que não contei”.

Como palestrante motivacional, Jordhan relata sua história de superação e como conseguiu superar todas as adversidades que a população LGBT sofre numa sociedade que ainda carrega muitos preconceitos. Em suas palestras motivacionais sobre diversidade de gênero ele relata com emoção e sensibilidade a garra e determinação que teve para conquistar seu espaço como profissional, escritor e palestrante LGBT.

Para Jordhan a empregabilidade e educação são dois pontos fundamentais para melhorar a condição profissional da população LGBTQ. “As empresas precisam nos ouvir, não adianta seguir protocolos adotados em outros países, a nossa realidade é diferente. As empresas devem capacitar seus setores de chefia e Recursos Humanos para que nos escutem. Nós da população LGBTQ sabemos melhor do que ninguém para melhorar nossa condição profissional e humana”.

Bons exemplos

Se ainda há muito o que melhorar em relação ao mercado de trabalho para a população LGBTQ, alguns bons exemplos já são observados. Destaque para a “Carta de Apoio à Diversidade, Respeito e Inclusão de Pessoas LGBT+ nos locais de Trabalho no Brasil”. O grupo organizado promove ações para conscientizar funcionários de empresas sobre o preconceito e discriminação, além de promover ações voltadas para seleção e aceitação destes profissionais.

Empresas como Carrefour, Microsoft, Google e Nike, adotaram medidas de combate à LGBTFobia, promovendo ações que vão desde políticas de aceitação dos profissionais, até a inclusão de homens e mulheres trans em postos de trabalho. Já a empresa de tecnologia Dell, que desenvolve um programa de aceitação, tolerância e respeito à diversidade no âmbito da empresa.

Portanto, está comprovado que organizações líderes em seus segmentos adotam políticas acolhedoras e de incentivo à população LGBTQI no ambiente corporativo. Este cenário mostra que a capacidade profissional está acima de qualquer questão que envolva discriminação de gênero.

A capacidade profissional está além de qualquer tipo de preconceito. Proporcionar oportunidades é importante, mas é fundamental que os profissionais LGBTQ sejam tratados com respeito e dignidade no desempenho de suas atribuições.


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