Acreditar em uma força maior que nos rege é um direito assegurado pela Constituição Brasileira. Assim como algumas pessoas optam por não ter credo, outras escolhem uma religião. Todas as manifestações religiosas devem ser respeitadas, o que inclui seus valores, costumes e tradições. Mas infelizmente, a intolerância religiosa é um mal que assola nosso país, tão rico e tão diversificado culturalmente.

A opção por determinada doutrina religiosa é motivo para que milhares de brasileiros convivam diariamente com a discriminação, preconceito e até mesmo sejam vítimas de violência, motivadas pela intolerância religiosa. Tal situação cria um ambiente de tensão e falta de respeito ao próximo, como se um país multifacetado etnicamente como o Brasil não pudesse convier com a diversidade religiosa de seu povo.

Por conta disso, no dia 21 de janeiro é celebrado o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. A data foi instituída em 2007, por meio da Lei nº 11.635, para homenagear a Iyalorixá Mãe Gilda, de Salvador. Personalidade do Candomblé baiano e liderança na cidade, ela foi alvo de intolerância religiosa em outubro de 1.999, tendo seu templo religioso invadido por vândalos e depredado. Além disso, durante o ataque, seu marido foi agredido.

O episódio deixou Mãe Gilda profundamente abalada e com a saúde fragilizada, em decorrência do trauma que sofreu. Com isso, ela acabou falecendo em janeiro do ano 2000, após um infarto. Além de homenagear Mãe Gilda, o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa faz um alerta para o combate contra a violência física e psicológica cometida contra alguém cujo “crime” é seguir uma determinada religião.

Convivendo com a diversidade religiosa

A População mundial é de 7,7 bilhões de pessoas, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas). Já o Brasil atingiu a marca de 210 milhões de habitantes, aponta o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). E a expectativa é que a população do planeta chegue a 9,7 bilhões em 2050 e 11 bilhões em 2100. Com tanta gente espalhada pelo mundo, fica no ar uma pergunta: Por que a sua verdade é absoluta?

O respeito e tolerância com a diversidade de crenças existentes no Brasil e no mundo é uma atitude de respeito com o próximo, um exercício que deve ser praticado regularmente, principalmente no ambiente das redes sociais, que apesar de serem uma excelente ferramenta para disseminação de conteúdo e aproximação de pessoas, também é palco de batalhas virtuais, com julgamentos e ofensas sendo espalhadas diariamente.

É preciso ter cuidado com as interpretações feitas a determinados credos, afinal, em sua essência, as religiões passam valores que são adotados por seus praticantes. Não se trata de melhor ou pior, bom ou mal. Trata-se de inspirações professadas diariamente para enfrentar os desafios diários que enfrentamos. São mensagens de fé, mas acima de tudo, de inspiração e motivação, que cada um interpreta ao seu modo e insere no seu cotidiano. Por que tal filosofia de vida representaria um risco?   

Quando nos sentimos com medo, fatigados, sem forças diante uma dificuldade, a fé é um importante fator de motivação, que nos enche de ânimo para seguir adiante, de onde muitas vezes se busca a força necessária para alcançar os objetivos pessoais e profissionais. Cada um tem sua maneira de pedir proteção no dia que inicia, ou agradecer ao final de mais um período de jornada, no qual o descanso físico dá lugar muitas vezes a orações e atividades que envolvem a prática religiosa.

Evidente que é grande o número de pessoas que não tem uma fé, e elas também merecem todo o respeito. A divergência de opiniões é salutar e necessária em nossa sociedade, mas as pessoas precisam ser respeitadas por suas escolhas. É fundamental estrar rodeado de pessoas com valores diferentes dos nossos.

Fé no ambiente corporativo

Imagine a seguinte situação. Uma empresa realiza uma reunião toda segunda-feira para traçar o planejamento daquela semana que se inicia. Momentos antes da reunião começar um colaborado comenta que no fim de semana foi à praia com a família, outro que passou o dia largado no sofá vendo séries. Já um terceiro menciona que foi a um culto religioso com a esposa.

De repente o silencio…Olhares de lado e sorrisos amarelos tomam conta da sala, com os colegas de escritório num claro tom de deboche com o religioso, a ponto de ser alvo de piadas na hora do cafezinho e mensagens de WhatsApp. Neste momento fica evidente a falta de postura profissional de alguns funcionários, que demonstram fraqueza de alma, e isto não tem nenhuma ligação com religião.

 Com a sensação de que cometeu um crime, o funcionário que é motivo de gozação apenas por que comentou que foi professar sua fé, passa a ser chamado de apelidos pejorativos, e toda vez que toma a palavra durante a reunião tem que lidar com a indiferença e a falta de educação dos demais funcionários da empresa. Mas quem foi que disse que capacidade profissional se mede pela religião do funcionário?

No ambiente de trabalho, dependendo do tamanho do quadro de funcionários da empresa, haverá diversidade de raças, gostos, orientações sexuais, pessoas religiosas e ateias. Durante o expediente, em que a realização das tarefas diárias demanda atenção, empenho e trabalho em equipe, como vai se sentir aquele que foi zombado por admitir ter uma fé. Em pleno século XXI, é inadmissível que ainda há pessoas que não sabem conviver com a diversidade, não respeitam o próximo, nem suas escolhas pessoais.

Diversidade à brasileira

Reforçando que o Brasil é um país de dimensões continentais, multifacetado etnicamente, que tem em sua formação influências indígenas, africanas e europeias; e posteriormente de praticamente todas as partes do mundo. A miscigenação teve reflexo também na religiosidade do brasileiro. Embora o Estado seja laico, ou seja, a religião não deve interferir nas políticas públicas, a legislação do país permite a liberdade religiosa, para que todo cidadão tenha o direito de vivenciar sua fé.

Agora, imagine se o funcionário vítima de intolerância religiosa fosse revidar a todas as provocações a que é submetido? A história poderia acabar em violência. Ou seja, no ambiente corporativo não há espaço para intolerância religiosa. Que líderes e gestores se atentem a isto e promovam boas práticas de convivência entre os funcionários, para que se respeitem e gastem energia na resolução das tarefas diárias da organização. Empresas em que não há uma sinergia entre as pessoas, a tendência é o fracasso.

Fomentar a diversidade no ambiente de trabalho resulta num ambiente mais leve e mais acolhedor, que faça com que o funcionário se sinta parte daquela engrenagem e não apenas mais um entre tantos outros. A valorização do ser humano é um ponto importante no ambiente corporativo, já que as pessoas passam cada vez mais tempo trabalhando, e se esta não for uma atividade prazerosa, a tendência é que o colaborador faça apenas o “feijão com arroz”, não se empenhe e nem tenha interesse em aprimorar suas habilidades profissionais.

Que o dia 21 de janeiro não seja apenas uma efeméride, mas que de fato as pessoas no Brasil tenham a possibilidade de conviver em harmonia, respeitando-se e colaborando para uma sociedade em que todos possam ter livre arbítrio e construírem suas vidas com base em seus conceitos familiares e doutrinas religiosas que tocarem seus corações. A rotina estressante vivenciada diariamente precisa ser suavizada, e por que não através de uma prática religiosa?

Se você tem uma fé, a vivencie, seja amável, gentil e bondoso com seus semelhantes. Se você é ateu, não há problema, seja amável, gentil e bondoso com seus semelhantes da mesma maneira. Lembre-se que respeito à diversidade e ao próximo é condição fundamental para que nosso país trilhe o caminho do desenvolvimento, e que todos nós possamos trabalhar para que cada um possa viver em harmonia, respeitando a individualidade do outro.

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